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História dos games

A evolução das capas de videogame

8 min de leituraHistóriaDesign

Antes de existir trailer, gameplay no YouTube ou demonstração na loja digital, a capa era quase tudo o que um jogador via antes de comprar um jogo. Por isso, cada geração de consoles também mudou a forma de desenhar caixas, e conhecer essas mudanças ajuda muito a estimar a época de uma capa no CoverGuesser.

Anos 1970 e 1980: prometer mais do que os pixels mostravam

Os gráficos dos primeiros consoles eram feitos de poucos blocos de cor. Para convencer alguém a comprar um cartucho, as editoras encomendavam ilustrações pintadas, cheias de detalhes, que mostravam naves, cavaleiros e monstros muito mais impressionantes do que os do jogo. É comum ver molduras, faixas coloridas e o nome da empresa em destaque, porque a identidade da linha de produtos importava tanto quanto o jogo.

A era 8-bit: padrões e personagens

Com o sucesso do NES, as caixas ficaram mais padronizadas. Os primeiros jogos da Nintendo nos Estados Unidos usavam a famosa série de caixas pretas, com a arte pixelada do próprio jogo. Aos poucos, ilustrações de personagens tomaram o lugar dessas telas. Também é dessa época um fenômeno curioso: capas diferentes por região. Um mesmo jogo podia ter arte de anime no Japão e uma pintura totalmente diferente no Ocidente, às vezes bem distante do visual do jogo.

16 bits: mascotes, atitude e cores fortes

Na disputa entre Super Nintendo e Mega Drive, as capas ganharam energia. Personagens em poses de ação, cores saturadas, logos grandes e muita personalidade viraram regra, porque as empresas apostavam em mascotes para representar a marca inteira. Quando você vê uma capa com fundo explosivo e um herói carismático em primeiro plano, é um bom sinal de que ela vem dessa época.

A chegada do 3D: renders, sombras e tons mais escuros

Com PlayStation, Nintendo 64 e Saturn, muitos jogos passaram a usar imagens renderizadas em computador no lugar de pinturas. As capas ficaram mais cinematográficas, com iluminação dramática e paletas mais escuras, acompanhando jogos voltados para um público mais velho. Os estojos de CD, mais finos e quadrados, também mudaram a composição: o logo ganhou mais espaço e a arte ficou mais centralizada.

A geração HD: o herói de costas e a arte de cinema

Nos anos 2000 e 2010, os estojos de DVD e Blu-ray padronizaram o formato vertical. Muitas capas passaram a lembrar pôsteres de filme: um personagem central, fundo desfocado, título no topo ou na base e muito contraste. Ficou famosa a pose do protagonista visto de costas ou de lado, olhando para o mundo do jogo. Também cresceram as faixas de classificação etária e os selos de plataforma, que ocupam espaço fixo e ajudam a reconhecer o console.

A era digital: pensando em miniaturas

Hoje grande parte dos jogos é comprada em lojas digitais, onde a arte aparece como um quadradinho pequeno ao lado de dezenas de outros. Por isso, a arte principal precisa funcionar em tamanho minúsculo: formas simples, silhuetas claras, poucas cores dominantes e um logo legível. Jogos independentes exploram muito isso com estilos únicos, como pixel art, cores chapadas e ilustrações minimalistas.

Como usar isso no jogo

Dica: combine a época estimada pela capa com a dica de ano do Jogo Diário. Quando as duas pistas concordam, a lista de candidatos fica bem menor.